quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dream Theater: "obra do destino acharmos o baterista certo"

Pouco mais de um mês após a súbita saída de Mike Portnoy do DREAM THEATER, a banda realizou três dias de audições em Nova Iorque. Após um período incrivelmente produtivo de três dias, a banda tocou, fez jams e conversou com sete dos melhores bateristas do mundo. Os membros remanescentes da banda conheceram os candidatos musicalmente, pessoalmente e profissionalmente e assim tiveram acesso ao ajuste das baquetas de cada baterista com o som prog-rock que é marca registrada da banda.
Após intensas considerações, a banda unanimemente escolheu o baterista Mike Mangini (EXTREME, STEVE VAI, ANNIHILATOR) para assumir o assento da bateria que foi deixado vago pela partida de Portnoy no fim do verão passado.
O DREAM THEATER  começou a relatar sua saga intensa em 21 de abril quando a banda fez com que sua página do Facebook desse aos fãs uma visão do processo de audição. Uma ferramenta de vídeo trazida por uma nova tecnologia permitiu aos fãs “curtirem” a página para destravar conteúdo exclusivo. Para a alegria dos fãs, um trailer da série de documentário em três partes sobre o processo de audição foi então revelado. Aqueles que “curtiram” a página então recebiam atualizações sobre onde e quando o documentário verdadeiro estaria no ar.
A série, que foi trazida no canal da Roadrunner Records no YouTube, foi recebido de forma incrivelmente positiva pelos fãs e críticos e assistido por mais de 1.5 milhão de vezes em uma semana. Além disso, tanto o DREAM THEATER quanto Mike Mangini foram trending topics no Twitter sexta-feira passada, atrás apenas de tópicos relacionados ao Casamento Real Britânico.
O tecladista Jordan Rudess refletiu sobre a audição de Mangini, dizendo, "Da primeira contagem de tempo à ultima nota na última música, cada batida que Mike tocou foi não só no tempo perfeito, mas também executada com um inegável senso de virtuosidade e musicaliddade."
A banda sempre foi extremamente sensível ao fato de que isso não é só uma decisão monumental em suas próprias vidas, mas também um momento crítico nas vidas de fãs em todo o mundo, e tratou seu anúncio de seu novo ritmista com incrível respeito ao seu legado.
"A saída de nosso colega de banda e amigo de uma vida inteira foi algo inesperado e realmente de partir o coração", disse o guitarrista John Petrucci. "O fato que de como resultado daquilo fomos apresentados a sete bateristas infinitamente capazes e unicamente talentosos foi tocante. Mas quando tocamos com o baterista positivamente infectante e de botar a casa no chão que é o Mike Mangini, soubemos que havíamos encontrado uma luz no fim do túnel que foi, de longe, o episódio mais desafiador de nossas vidas musicais."
O baixista John Myung explicou que "Mike Mangini é inspirador para nós em muitos níveis. Sua atitude e visão são totalmente positivas. Sua imersão total na performance é inegável e durante a audição, todos sentimos sua forte presença musical e pessoal. Ao mesmo tempo, nós também nos sentimos uma verdadeira unidade. Ele vai abrir nosso potencial criativo. Foi obra do destino termos encontrado a pessoa certa na hora certa."
Indo para as audições, o vocalista James LaBrie sentiu uma grande vibração pelo potencial de Mangini. "Eu tive o privilégio de trabalhar com o Mike em três dos meus álbuns solo, então eu sabia que ele seria um forte competidor. Ele é sem dúvida um dos músicos mais inteligentes, intuitivos, interpretativos e virtuosos com quem já toquei."
Mangini é totalmente conhecedor das responsabilidades exigidas rítmica e artisticamente dele e espera-se que ele prossiga como o novo timemaster da banda bem como o quão profunda é a história e a relação com os apaixonados e dedicados seguidores do DREAM THEATER. "Eu trabalhei diligentemente no material da audição bem além de simplesmente aprender as músicas", explicou Mangini, que, além de assumir o DREAM THEATER, ocupa uma cobiçada posição na Berklee College of Music. "Eu me imaginei no palco com eles, dando aos fãs o que eu sei que o Mike Portnoy — que é obviamente uma lenda – sempre trabalhou duro para oferecer. Por ele, bem como para os fãs e pela banda, eu lutei muito para alcançar o privilégio de carregar o espírito do DREAM THEATER. Ao mesmo tempo, eu queria honrar as incríveis interpretações de Mike. Essa banda tem um passado fenomenal. Os fãs do DREAM THEATER são tão apaixonados pela música do DREAM THEATER. Eles merecem ouvir as músicas que eles conhecem tocadas da forma que eles as amaram. Eu sou responsável por isso agora."
Com a adição de Mangini à formação da banda, o DREAM THEATER seguiu para o estúdio para começar a gravar seu terceiro lançamento pela Roadrunner Records. O guitarrista John Petrucci reprisa seu papel como produtor, e Paul Northfield (RUSH, QUEENSRŸCHE, PORCUPINE TREE) assume a mesma posição que ele tinha nos dois lançamentos anteriores do DREAM THEATER na Roadrunner. A banda iniciará uma turnê mundial em julho de 2011.
Mangini, por si, mal pode esperar para cair na estrada e mostrar aos fãs do DREAM THEATER por que ele foi o escolhido. "Eu estou extasiado por ser o novo baterista do DREAM THEATER," disse ele. "Digerir o catálogo incrivelmente desafiador, explorar idéias criativas, e esperar o que James, John, John e Jordan trarão coletiva e individualmente para novas músicas e um show será realmente empolgante e divertido para mim. Eu considero essa oportunidade o ápice absoluto da minha carreira. Eu não posso sequer imaginar qual o gênio musical por dentro desses caras; mal posso esperar para entrarmos juntos no estúdio. Tocar com eles... é o cume. É onde eu quero estar."

DREAM THEATER

A Revista Drumhead conduziu uma entrevista com o novo baterista do DREAM THEATER  Mike Mangini sobre como estão preparação e o processo de gravação do novo álbum da banda. Acompanhe um pouco da conversa:
"Eu ainda estou me beliscando", disse ele. "Eu acordo quase todas as manhãs pensando em no meu próximo passo, e agora com o Dream Theater  estou muito feliz, é incrível. Começo o dia e eu me pergunto, o que está acontecendo? como eu fui parar aqui? Uau!
Não importa em qual posição eu esteja, quero ser apenas quem sou, não quero que tudo o que está acontecendo mude. Eu só quero tocar minha bateria;.. é isso aí, é isso que eu quero fazer. Tudo o que eu estou esperando para fazer é ser capaz de ter a oportunidade de ir para cima juntamente com o respeito do Dream Theater. Mike Portnoy fez muito pelo Dream Theater, e comigo não vai ser diferente. Não vou apenas agitar os tambores. Eu e o Portnoy temos algo em comum, nós dois amamos Rush e Metallica, por isso é um sentimento natural. Eu quero continuar a demonstrar esse tipo de vibração, bem como oferecer algo novo trabalhando com o Dream Theater.
Quanto à audição, eu estava me sentindo muito bem. Entrei, cumprimentei a todos: 'Oi, gente, eu estou pronto!' Eu estava absolutamente pronto para ir lá e não cometer um erro sequer. Em minha mente, eu tinha que ser assim. Isso foi importante para mim. Eu tinha muito interesse nestas pessoas e nesta música. Eu não ia estragar tudo.
Então, lá estava eu. Toquei as músicas e tudo se movimentava diante de mim, ou seja, eu não estava pensando, 'Oh meu Deus, este é um teste!' Era mais, 'Ok, eu vou contar aqui, eu vou olhar para o Jordan (Rudess), tocando o teclado, John Myung aqui, John Petrucci lá, James LaBrie lá, etc. Eu estava atento. Meus olhos estavam pegando tudo o que eles estavam fazendo. Era como se eu soubesse de tudo que eles faziam. Por exemplo, se John Myung tocava algo diferente em 'The Spirit Carries On', eu estava pronto. Eu estava assistindo, ouvindo e sentindo tudo o que estavam fazendo como se minha vida dependesse disso. Quando Jordan e John fizeram algo em um solo, eu os segui. John fez algo diferente em um riff de guitarra, eu tinha que pegar. John Petrucci estava ligado em tudo.
Nós estávamos 100 por cento, era o que parecia. Eles vinham até mim e diziam coisas agradáveis​​, reconhecendo o que eu estava fazendo.
Eu não queria demonstrar tristeza ou carência, mas eu precisava deles para dizer essas coisas. Acredito que todos nós podemos usar o reconhecimento e uma dose de simpatia com aquilo que realmente gosta de fazer. Sabiam que eu os respeitava".
Sobre o processo de gravação do novo álbum, Mike comenta:
"John (Petrucci) me mandou uma demo. Ele não me pediu para fazer nada, ele apenas disse: 'Check it out (confira)'. Peguei e pensei, 'vou devolver a ele mais rápido do que ele pensa, e eu vou mostrar pra ele mais do que ele espera'. Então, eu entrei no meu estúdio e gravei, tentei algumas coisas e fiz apenas um take. Fui bem. Ouvi e pensei, e quando fui sair minha mulher disse: 'Você está seguro?' Ela não é um músico, mas ela me conhece bem. E ela estava absolutamente certa. Pois eu tenho medo de fazer algo errado ou exagerado. Enfim, fiz outro take, porque tudo aconteceu muito naturalmente na audição, era o que eu precisava para ter o mesmo sentimendo... ser apenas eu! Não penso muito sobre isso, e outras coisas, apenas quero que soe naturalmente. Se não ficar bom, ela vai me dizer."
"Então, como isso aconteceu?... Eu rezava diariamente e eu apenas abaixava minha cabeça e dizia: 'Eu posso fazer isso'. Não posso esquecer daqueles que também acreditam que eu posso fazer isso. Minha família, parentes, amigos, amigos bateristas, o endosso das empresas e alunos que também acreditam que eu bom proveito dos dons que me foi dado. E, finalmente, para a família DREAM THEATER que me deu a oportunidade".