quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Jason Becker e Yogananda




Hoje irei contar a história de um músico muito especial, tanto em talento como em alma, sua história fala por si só. Jason perdeu todos seus movimentos; respira e é alimentado por um sistema de gastro alimentação , respira por traqueostomia; se comunica por um sistema de piscadas de olhos e movimentos oculares interpretados por uma tabela desenvolvida por seu pai.
Não me canso de afirmar a minha imensurável admiração por este ser humano chamado Jason Becker, que há mais de 20 anos tem sido uma fonte inesgotável de inspiração , tanto como ser humano, como musico ,sendo realmente uma das almas iluminadas que povoam este mundinho , sei que ele veio aqui pra dar uma linda lição de vida a nós pobres mortais que reclamamos de coisinhas pequenas e muitas vezes esquecemos de olhar pra traz e ver o exemplo de vida e de magnitude que temos por aí....
Acompanhei de perto todo o drama e vitoria da vida deste cara, como admiradora e fã, incluindo seu nome sempre em minhas preces e em minhas mentalizações em aulas e fora delas. Yogananda e Amma são seus amparadores e mestres, sei que ele hoje está mais que em boas mãos... lhes apresento o ser de amor e luz... JASON BECKER!!!


Jason Becker é um guitarrista neo-clássico que ganhou fama aos 16 anos como virtuoso. Ele nasceu em Richmond (Califórnia, Estados Unidos) em julho de 1969.
Seu pai, Gary Becker, que tinha estudado violão erudito, lhe deu uma guitarra quando ele tinha apenas 3 anos de idade, e começou a lhe dar aulas. Jason passou a praticar músicas de Bob Dylan, Eric Clapton, Jeff Beck e Eddie Van Halen, entre outros. Ele praticava durante horas a fio, e estudou a obra de Niccolò Paganini.
Jason conheceu Marty Friedman, e os dois se tornaram amigos rapidamente, pois compartilhavam das mesmas preferências musicais. Sob a produção de Mike Varney eles montaram a banda Cacophony, que gravou dois álbuns: Speed Metal Symphony, em 1987, e Go Off!, em 1988. Ele também lançou um álbum solo, Perpetual Burn, em 1988.
O Cacophony excursionou por vários países, notadamente no Japão e na Europa, onde Jason foi formando uma legião de fãs e admiradores, ao mesmo tempo em que influenciava jovens guitarristas.
Aos 20 anos, Jason foi convidado para a banda de David Lee Roth para substituir Steve Vai, que havia deixado o grupo. Ele começou a gravar o álbum A Little Ain't Enough em 1990, e ganhou o prêmio de "guitarrista revelação" da revista Guitar Magazine.
As coisas iam cada vez melhores para Jason até que, ainda durante as gravações de A Little Ain't Enough, ele começou a sentir uma espécie de fraqueza na perna esquerda. Era o início da manifestação da Doença de Lou Gehrig, também conhecida como ALS — esclerose lateral amiotrófica — uma doença degenerativa e incapacitante, ainda sem cura. Embora Jason tivesse concluído, já com algum esforço, as gravações do álbum, ele não estava mais em condições de sair em turnê com a banda.
A Esclerose lateral amiotrófica (ELA) (também designada por doença de Lou Gehrig e doença de Charcot) é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos.
É a forma mais comum das doenças do neurônio motor e o termo esclerose lateral refere-se ao "endurecimento" do corno lateral da medula espinhal, no qual se localizam fibras nervosas oriundas de neurônios motores superiores, formando o trato cortico-espinhal lateral.
Os músculos necessitam de uma inervação patente para que mantenham sua funcionabilidade e trofismo, assim, com a degeneração progressiva dos neurônios motores (tanto superiores, corticais, quanto inferiores, do tronco cerebral e medula), ocorrerá atrofia por desnervação, observada, na clínica, como perda de massa muscular, com dificuldades progressivas de executar movimentos e perda de força muscular.
Trata-se de uma doença que ataca o sistema nervoso, até o momento irreversível que degrada as funções básicas do ser humano à medida que avança. A pessoa sente dificuldades de se locomover, comer, falar; perde habilidade dos movimentos, inclusive das próprias mãos, não consegue ficar de pé por muito tempo pois a doença acaba por afetar toda a musculatura. Geralmente atinge pessoas mais velhas, mas há casos de pessoas que apresentaram a doença na faixa dos 20 anos de idade.
No final geralmente depois da perda das faculdades de locomoção, fala deglutição, etc.., o doente acaba por falecer de incapacidade respiratória quando os músculos associados à respiração acabam por sucumbir.
É preciso que o paciente a partir de um determinado estágio da doença, seja acompanhado de perto por outra pessoa porque por si só não tem capacidade de executar as suas tarefas básicas. Como a doença não afeta as suas capacidades intelectuais, o paciente percebe tudo que acontece a sua volta, vivencia tudo lucidamente a doença e a sua progressão, sendo que um dos fatores que mais o atormenta é, não conseguir se comunicar, seja através da fala ou através da escrita, tendo as pessoas que o acompanham que adivinhar quais são suas necessidades em cada momento.
A esperança de vida varia de indivíduo para indivíduo mas em termos estatisticos, mais de 60% dos doentes só sobrevivem entre 2 a 5 anos.
A doença é degenerativa e progressivamente provoca a morte dos músculos voluntários. À medida que o sistema nervoso é afetado a pessoa sente dificuldades acrescidas em se locomover, alimentar, falar e até para respirar. Com o decorrer do tempo há a necessidade de utilização de um balão de oxigênio acompanhado de uma medicação para auxiliar na dilatação dos ductos respiratórios para que possa respirar melhor e causar um pouco mais de conforto. No final a causa de morte acaba sendo insuficiência respiratória.
Por isso os cuidados paliativos são muito importantes para a melhoria da qualidade de vida e dignidade dos doentes.
Jason tinha então uma expectativa de vida de até 5 anos, o que não se concretizou. Ele foi perdendo todos os movimentos do corpo lentamente, até não conseguir mais mover nenhum membro, e seu estado de saúde tornou-se estável em 1997. Entretanto, enquanto ficava em casa, Jason continuou compondo e gravando em seu estúdio particular.
Jason continua mentalmente ativo, se comunica através de movimentos do globo ocular e, com a ajuda de um programa de computador, consegue ainda compor. Foi dessa forma que ele lançou o álbum Perspective, em 1996. Ainda dá entrevistas e é muito bem-humorado, sendo assessorado por sua mãe.
Vários tributos foram lançados em homenagem a Jason Becker, e ele é admirado e idolatrado por muitos fãs, inclusive famosos. Músicas como Altitudes e Serrana são freqüentemente usadas como peças de estudo por guitarristas.
Vamos ao relato de sua experiência com Yogananda e Amma.


Article for Everyone at Self-Realization Fellowship
by Jason Becker 1998

Nothing I could ever do would be equal to a tiny fraction of what you all continue to do for me. Thank you. I love you.
Jason
Nada do que eu jamais poderia fazer seria igual a uma pequena fração do que todos vocês continuam a fazer por mim. Obrigado. Amo vcs. Jason
Hey meninos e meninas. Como vocês provavelmente sabem, eu sou um guitarrista / músico. Vocês também devem saber que tive a esclerose lateral amiotrófica (ALS ou doença de Lou Gehrig) . Em 1989, os médicos me disseram que eu morreria provavelmente dentro de 3 a 5 anos. O que você provavelmente não sabe é porque eu ainda estou vivo, e porque nos últimos quatro anos eu não tenha piorado, só melhorado.. Eu ganhei pelo menos 30 quilos e três músculos, e isto em alguns meses de tratamento com uma alimentação saudável e o tratamento adequado, principalmente o espiritual.
Ammachi é minha guru. Os ensinos de Yogananda são perfeitamente maravilhosos e, como você verá, fazem efeito. Mas para ter Deus e deixar ele viver dentro de si como Amma, não basta falar a respeito e sim botar em prática os ensinamentos do mestre .Nenhuma religião ou organização tem uma patente na iluminação. Siga seu próprio coração.

Antes que eu diga um pouco sobre minha vida e o comece a contar sobre Paramahansa Yogananda e Ammachi, deixe-me falar uma coisa, não é meu intúito dizer a ninguém como viver ou pensar. A maioria de meus amigos não são membros da Self-Realization, embora respeitem Yogananda e Ammachi. Eu apenas penso que esta poderia ser uma história pura que possa aumentar sua fé e amor a vida.

Quando meus pais (meus primeiros gurus) eram jovens, eles leram Autobiografia de um Iogue. Então, enquanto eu estava crescendo, às vezes eu via a foto de Yogananda na capa do livro e pensava: "esse cara tem todas as respostas".
Tive uma carreira de sucesso na música com Marty Friedman e com David Lee Roth.

Eu estava tendo uma sensação estranha na minha perna esquerda, então fui dar uma olhada. Eu fui diagnosticado com ELA (esclerose lateral amiotrófica ou doença de Lou Gehrig) e o médico me deu cinco anos de vida . Os médicos ainda disseram para eu não me incomodar e mudar minha dieta, porque não ia ajudar em nada. Minha família foi esmagada com a notícia, mas eu apenas ri e disse: "De jeito nenhum, eu tenho coisas para fazer e eu sou invencível." Meu pai deixou seu emprego para vir morar comigo em Glendale. Eu fui a Vancouver para gravar o disco de Dave, "A Little Ain't Enough", que ganhou disco de ouro. A fraqueza percorreu o meu corpo ,na minha mão e dedos, sem o conhecimento de todos, mas meu amigo, Steve Hunter sabe que eu mal terminei o álbum com uma mão trêmula. Eu também estava caindo frequentemente. Eu ri sobre isso porque eu achava que iria embora ou seja morrer...

Uma noite sonhei que estava correndo. Quando acordei, eu esqueci que tinha uma perna sem se mover, assim eu andei totalmente normal até que lembrei: "Ah, sim, eu tenho um probelma na perna , ela não se mexe". Então eu imediatamente tropecei. Isso me mostrou que, se você tem controle sobre sua mente, você pode fazer qualquer coisa.

A primeira vez que eu senti que poderia morrer foi quando a minha voz ficou fraca. Entrei em pânico. Eu precisava de algo. Eu tinha feito alguns métodos para melhorar como, quelação, a acupuntura, massagens e dietas. Finalmente eu pensei que precisava de Deus, mas eu nunca me importei ou pensei em Deus. Como eu poderia saber sobre algo desconhecido? Além disso, muitas pessoas religiosas que eu conhecia eram nerds, irritantes, hipócritas no julgamento. Por alguma razão, eu pensei que você tinha que ser assim para ser espiritual (a maioria dos religiosos que conheço agora, cada amigo que eu tenho é uma grande pessoa que tenta viver como Cristo ou seu santo favorito). Eu li o Novo Testamento e, embora mesmo pensando que Cristo era um Deus perfeito, as palavras muitas vezes voavam sobre minha cabeça e eu não achava que poderia conhecê-Lo.

Meu pai e eu começamos a ler o livro de Yogananda, Eternal Man's Quest . Ele ligou para o templo de Richmond e perguntou se alguém poderia vir falar comigo. Devananda veio e me deu o livro de Yogananda, Onde há luz. Ele (e desde então cada monge e monja que vieram à minha casa) meditando comigo, minha família e amigos devotos, todos eles dão-me sabedoria, amor e compaixão, e mesmo sabendo que há estados mais elevados do que a consciência corporal, eles nunca desmereceram minha condição. Esta sabedoria e compreensão de todos os devotos do Mestre colocaram a cereja no topo do bolo, ou seja, o perfeito e bonito ensinamento do Mestre estava comigo agora. Eu tinha encontrado o meu caminho. Meu pai e eu pedimos aulas, fomos ao Templo, quando podíamos, e eu comecei a ler Gita com a interpretação de Yogananda durante horas por dia. Além disso, às vezes, minha amiga, Serrana, minha mãe e meu tio me levavam até o Templo. Lá eu conheci um devoto inspirador, David Dunlop. Ele se tornou um grande amigo. Ele me contou grandes histórias e trouxe grandes amigos a minha vida. Ele vem frequentemente para meditar ou apenas passar o tempo comigo. Sua habilidade para ver o Mestre e a Mãe Divina em todos faz um bem enorme a minha família e me traz conforto e elevada paz. Vemos também o trabalho de Yogananda por meio dele.

Eu só poderia fazer os exercícios na minha cabeça, mas isso nunca me desencorajou porque o Mestre inclui sempre nós, pessoas com deficiência. Ele não nos dá desculpas. Ele sempre diz que se você não pode fazer tudo, você pode, pelo menos, fazê-lo em sua mente. Ele quer dizer que Deus é para todos.

Em 1996, eu mal podia respirar a menos que a cadeira ficasse totalmente reclinada. Falta de ar e muito medo me deu muita raiva a maior parte do tempo. Essa raiva agravou porque eu tenho raiva de mim mesmo por ficar com raiva. Finalmente, em fevereiro de 1997, com relutância, fui buscar uma traqueostomia (um tubo na minha garganta para respirar) e uma gastrostomia (um tubo através do meu abdômen em meu estômago para líquidos). Quando eu cheguei no hospital eu não tinha dormido por três dias. Deitei-me e parei de respirar. Todo mundo estava feliz pois eu finalmente havia descansado. Minha namorada entrou e começou a se preocupar porque eu não respondia a nada. Depois de tentar confortar minha família, o médico finalmente olhou para a minha cara e percebeu que eu precisava de uma máscara de respiração. Eu tive intoxicação por dióxido de carbono. Eu estava perto de ser um vegetal. Eu sinto muito por pessoas cujas vidas escapuliram por erros humanos. Acho que era para ser, mas Dang!

Só me lembro de alguns minutos da semana seguinte. Eu nunca tinha tomado nenhuma droga na minha vida. Tinham-me dado morfina e embora eu precisasse dela e às vezes era bom e me ajudava a dormir, ela me fez sentir ainda mais sem controle e, portanto, muito irritado com todos, especialmente os enfermeiros.
A equipe médica fez tudo por mim e descobriu que só meus pais poderiam se comunicar comigo através de um invento de meu pai, com placas, eu poderia movimentar meus olhos e dizer o que sentia.

Um acontecimento em especial no hospital me modificou para sempre. Uma enfermeira entrava para furar um tubo na minha garganta para sugar o muco dos meus pulmões. Isso me fez começar a tossir violentamente e também sentir uma dor insuportável na minha virilha . Eu senti que se houvesse mais uma aspiração, esta me mataria. Orei muito a Deus sinceramente, não me deixe morrer sem conhecer o ponto de tudo isso, o porquê de muitas coisas e aprender mais sobre Ele. Esta noite às 4:00 da manhã, minha namorada estava muito cansada para acordar. A enfermeira que veio em seguida, sabia que eu estava tentando freneticamente dizer não à sucção, mas ela disse: "Estou apenas fazendo meu trabalho." Ela não acordou minha namorada . Quando ela finalmente deixou o quarto, eu senti que a vida estava deixando meu corpo. Meus olhos estavam abertos, mas eu não poderia mesmo mexer nenhum músculo. Ficou tudo escuro, eu ouvi vozes distantes das pessoas que amo. Depois de todo esse medo e confusão infernal, as coisas boas começaram.

Enquanto eu ainda estava morrendo, eu ouvi o OM. Eu sentia que estava sendo embalado por algo familiar. Em uma vibração maravilhosa - tal poder, amor, sabedoria infinita, tudo para ser conhecido e sentido se eu pudesse compreender um pequeno pedaço de sua perfeição que abrange todos. Durante estes momentos mais felizes da minha vida, algo em meu coração disse: "Senhor, eu não estou pronto para ir". Imediatamente eu senti que a vida voltava a meu corpo. Meus olhos estavam incontrolavelmente fixos no ajña chakra . Sem precisar do meu corpo, a sensação mais clara do que a "vida", eu passei por uma porta com o olho do espírito . Eu creio que Deus estava me mostrando o "céu".

Era a minha idéia de um lugar perfeito. Tudo o que eu pensava era manifestado , ou seja plasmado no astral. Na minha cabeça eu criei uma guitarra e mãos para tocar. De minha mente fluía sem esforço a música mais bonita que eu já ouvi. Acho que Deus estava me mostrando o potencial humano. Nós trabalhamos tão duro, mas se a entrega a Deus for total, não há limites para as nossas capacidades. Depois que Deus terminou de ensinar algo a este idiota egoísta, meus olhos caíram de volta à minha namorada dormindo em uma cama no hospital. Eu lentamente me recolhi e percebi a incrível bênção que havia recebido, e senti só o amor. Eu até tentei lembrar de raiva e dor, mas todos eles foram embora. Quando a enfermeira voltou e minha namorada acordou, um brilho encheu a sala. Nós todos apenas sorríamos. Todos nós nos tornamos bons amigos e conversamos muito. A partir de então fiz muitos enfermeiro e médico amigos .



Se eu não tivesse lido as lições de Yogananda, esta graça de Deus , poderia ter acabado com essa experiência. Mas agora eu fui tocado pelas palavras do Mestre e estas foram comprovadas. Cada momento que eu pudesse, eu praticava as técnicas e por vezes eu as vivenciei em meu coração. Deus me deu muitas lições mais e visões. As palavras são insuficientes para descreve-las. Estou sem fala no amor de Deus e da perfeição. Ele me mostrou que eu nunca realmente deixei as pessoas que eu amo. E Deus é brincalhão. Quando eu ia começar a embalar para dormir, Ele delicadamente mas com firmeza bateu em meu pé para me acordar. Após alguns momentos abri os olhos para ver, mas ninguém estava lá, eu sabia que ele estava brincando comigo. Deus não quer que eu durma, Ele estava se divertindo em nosso intercâmbio amoroso. Este grande casal que formamos nas semanas que se passaram, eu sempre sei que Deus está comigo, me guiando, pronto para jogar,proteger, ensinar e amar.

Eu pendurei fotos dos Gurus da SRF no meu quarto de hospital. A sala tinha pouca iluminação e música de meditação para praticar o quanto pudessel. O pessoal sempre entrava em minha sala para relaxar e conversar com minha família para ficar longe do ambiente hospitalar agitado.

Eu falo sobre mim mesmo fazer as coisas, mas agora estou vendo que DEUS faz tudo. Os médicos queriam que eu ficasse em um hospital para todo sempre até morrer. Minha mãe percebeu que ela estava lidando com uma pessoa que tinha esquecido o coração. Mamãe brigou com amor, confiança e determinação pacífica. Claro que ela ganhou e eu fui para casa. Com uma alimentação regada a frutas frescas e sucos vegetais, vitaminas, nozes e uma vez por semana, ovos, feijão ou algo cozido. Eu às vezes jejuo até no suco. Desde essa dieta, eu ganhei mais de 18 kilos. Pratico Kriya Yoga desde outubro de 1997, apenas em minha mente. É impressionante mesmo o efeito e o bem que me faz.


Agora que meus pais viram as infinitas maneiras de resposta e amor de Paramahansa Yogananda e Mãe Divina, literalmente, comigo e com eles, fielmente lêem as lições e sabem que eles não estão sozinhos. O Richmond SRF Templo sempre nos envia belas flores.
As pessoas se perguntam como eu posso ainda ser feliz e ter vontade de viver não me movendo, não falando e respirando através de uma máquina, a resposta é simples, o amor de Deus , dos meus fãns, de familiares e amigos. A Kriya Yoga que pratico 4 horas por dia, onde sinto uma paz muito grande e sei que o Mestre está ao meu lado assim como a Grande Mãe.



Um dia eu estava meditando. Minha mãe parou na minha frente e, então, algo a fez olhar para mim. Em vez de mim, Yogananda estava na minha cadeira de rodas com um tubo em sua garganta. Ele estava respirando como eu, olhando para a minha mãe com um grande sorriso no rosto. Mamãe fechou e abriu os olhos para ver-me e de repente tudo se esvaiu. Acho que Yogananda estava me dando uma pausa em minha dor , aí senti como que caísse ,era ele deixando o meu corpo.



O Mestre me ensinou a amar e respeitar todas as religiões. Graças a Yogananda estou aberto a aprender com Jesus e todos os santos que eu li em seus livros. Algumas vezes eu tenho ido ver uma grande alma, Mata Amritanandamayi, ou Ammachi. Desde que eu tenho uma foto de Yogananda em minha cadeira de rodas, as pessoas sempre vêm até mim falar sobre ele e saber sobre a SRF Richmond Templo. Um dia Ammachi esteve aqui, estava me sentindo um pouco culpado porque eu sinto amor por ela (embora o Mestre está sempre em minha mente). Quando cheguei em casa, havia uma carta pessoal do Centro da Mãe com pétalas de rosa abençoadas no santuário de Guruji para mim, Mestre estava dizendo, "Eu estou sempre com você onde você estiver. Não importa a imagem, TODOS SOMOS UM .Eu sei o que está em seu coração."

Obs: Esta tradução foi livre, seguindo o meu coração e conhecendo Jason há muitos anos. Sei como ele pensa e se expressa, sei de todo seu potencial de amor e dedicação a Yoganandaji.


Aqui acaba a primeira etapa de relatos deste doce ser, abençoado e cuidado com todo amor que Yogananda tem e toda luz que podemos sentir sendo emanadas a ele e sua família.
No próximo texto irei contar um poquinho da experiência de Jason e seus encontros com AMMA.
Um beijo com amor e que fique aqui registrado o quanto somos grandes internamente... Quando resgatamos nossa essência divina, nada nos atormenta... somente a luz e a paz tomam conta de nosso SELF...

OM YOGANANDAJI OM!!!!!!!

Jason Becker - Altitudes (Tribute Video)

                                             Sensacional essa Música

JASON BECKER

Um dos maiores guitarristas que esse mundo já conheceu.
Acho que essa é a melhor maneira de definir esse cara.
Jason Becker nasceu em Richmond (California, EUA) em 22 de julho de 1969, e apenas 3 anos depois ganhou sua primeira guitarra de seu pai, que era professor de violão erudito.
Jason começou a tocar músicas de Dylan, Clepton e Van Hallen. Desde pequeno já mostrava muito talento e criatividade e ganhou fama de "virtuoso" aos 16 anos.
Jason conheceu Marty Friedman, e os dois se tornaram amigos rapidamente. Sob a produção de Mike Varney eles montaram a banda Cacophony, que gravou dois álbuns: Speed Metal Symphony, em 1987, e Go Off!, em 1988. Ele também lançou um álbum solo, Perpetual Burn, em 1988.
O Cacophony excursionou por vários países, notadamente no Japão e na Europa, onde Jason foi formando uma legião de fãs e admiradores, ao mesmo tempo em que influenciava jovens guitarristas.
Aos 20 anos, Jason foi convidado para a banda de David Lee Roth para substituir Steve Vai, que havia deixado o grupo. Ele começou a gravar o álbum A Little Ain't Enough em 1990, e ganhou o prêmio de "guitarrista revelação" da revista Guitar Magazine.
As coisas iam cada vez melhores para Jason até que, ainda durante as gravações de A Little Ain't Enough, ele começou a sentir uma espécie de fraqueza na perna esquerda. Era o início da manifestação da Doença de Lou Gehrig, também conhecida como ALS — esclerose lateral amiotrófica — uma doença degenerativa e incapacitante, ainda sem cura. Embora Jason tivesse concluído, já com algum esforço, as gravações do álbum, ele não estava mais em condições de sair em turnê com a banda.
Jason tinha então uma expectativa de vida de mais 5 anos, o que não se concretizou. Ele foi perdendo todos os movimentos do corpo lentamente, até não conseguir mais mover nenhum membro, e seu estado de saúde tornou-se estável em 1997. Entretanto, enquanto ficava em casa, Jason continuou compondo e gravando em seu estúdio particular.
Jason continua mentalmente ativo, se comunica através de movimentos do globo ocular e, com a ajuda de um programa de computador, consegue ainda compor. Foi dessa forma que ele lançou o álbum Perspective, em 1996. Jason ainda dá entrevistas e é muito bem-humorado, sendo assessorado por sua mãe.


Discografia
Speed Metal Symphony — 1987 (com o Cacophony)
Go Off! — 1988 (com o Cacophony)
Perpetual Burn — 1988
A Little Ain't Enough — 1991 (com David Lee Roth)
Perspective — 1996
The Raspberry Jams — 1999
The Blackberry Jams — 2003
Collection — 2008

sábado, 26 de novembro de 2011

Aprenda a Aprender





Você irá tocar rápido. MUITO RÁPIDO. E você conseguirá isso através de um método simples.  você entenderá de uma vez por todas como funciona a velocidade na guitarra.


Para começar a aprender a solar com velocidade, você precisa antes aprender algo muito importante. É algo que vale para todas as coisas que você aprende na vida. Por exemplo, aprender a ler e escrever, andar, falar, jogar bola, estudar para uma prova, tocar um instrumento. Enfim, tudo o que você faz.


Você quer tocar guitarra com velocidade e agilidade?


Então antes você precisa ‘aprender a aprender’. Essa é talvez a coisa mais importante que eu posso te passar. Se você entender isso, tudo o que você fizer a partir de hoje, você fará melhor.


É por isso que ao longo deste artigo você encontrará dicas sobre como organizar o pensamento. Assim você será mais eficiente e aprenderá a tocar guitarra com velocidade em pouco tempo. Nunca se esqueça disso.


Aqui estão algumas idéias sobre o processo de Aprender:
1 - As coisas mais importantes que você aprende, são aprendidas devagar e aos poucos. Por exemplo, quando você aprendeu a andar,você não o fez de uma hora para outra, pelo contrário, levou tempo.


2 - Você aprende por repetição. Quanto mais você repete, melhor você faz e mais natural fica. Por exemplo, para aprender uma arte marcial você precisa repetir milhões de vezes o mesmo movimento até que ele se torne automático.


3 - Você só aprende aquilo que te interessa. Então para aprender você precisa estar muito motivado! Quantas vezes você não teve uma aula na escola que você achou sensacional, e aprendeu tanta coisa?! E quantas muitas outras vezes você quase dormiu na aula e não aprendeu nada? A culpa não é sua, a culpa é do professor que não consegue dar uma aula interessante. Estou falando sério.


4 - Você sempre aprende mais rápido quando aprende primeiro o mais fácil e depois o mais difícil. Essa é a ordem natural do nosso processo de aprendizado.


Conclusão: Se você quiser ganhar velocidade, ou desenvolver qualquer outra habilidade na guitarra, tenha paciência, comece devagar e com calma. Seja persistente, não deixe uma dificuldade abalar o seu treino. Procure uma boa motivação, um guitarrista que te inspire ou qualquer bom motivo que te faça levantar da cama só para tocar guitarra. Simplifique os exercícios. Quanto mais fáceis eles parecerem no início mais eles farão por você quando estiver treinando em alta velocidade.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Ouvido Absoluto e o Ouvido Relativo Vantagens e Desvantagens Dentro da Educação Musical

Introdução
Antes de mais nada, para que possamos melhor compreender o processamento da percepção auditiva, faz-se mister conhecer a estrutura fisiológica do órgão da audição, ou seja, o ouvido, Figura 1.
O ouvido possui três grandes divisões, a saber: o ouvido externo - que capta o som e através do conduto auditivo, que funciona como um ressonador, amplifica duas ou três vezes as ondas sonoras. O tímpano é o divisor do ouvido externo e do ouvido médio, o qual possui três ossículos. Esses ossículos (martelo, bigorna e estribo) transmitem as vibrações produzidas pelo tímpano, que reage em função das ondas sonoras, à uma membrana que cobre uma abertura chamada janela vestibular ou oval, a qual separa o ouvido médio (cheio de ar), do ouvido interno (cheio de líquidos).
Figura 1
O ouvido interno, fechado num recipiente ósseo, possui três canais semicirculares, que não interferem no sentido da audição, mas oferecem o sentido de equilíbrio, e o caracol (cóclea). A cóclea, com seu formato de caracol, é a ponte de ligação entre o sistema mecânico de percepção do som e o sistema elétrico de envio da mensagem ao cérebro, através das vias neuronais.
Com o movimento da bigorna, em função da ação do martelo, é acionado o movimento da janela oval, esta por sua vez está presa à bigorna. Portanto, sempre que a bigorna agir, a janela oval movimentar-se-á de forma reflexa. A janela redonda transmite as mensagens que chegam ao ponto de expansão e retração do fluído contido na cóclea. A importância da janela redonda está em que é ela que contém as informações referentes à freqüência e à intensidade de um som. O sistema nervoso solicitará da janela redonda todos os dados a respeito do som captado.
Até a janela redonda o processo é mecânico, e sofre defasagem no tempo. A partir daí, do sistema nervoso ao centro do cérebro responsável pela sensibilidade sonora, praticamente não há lapso temporal, porque a mensagem é enviada por pulsos elétricos infinitamente mais rápidos que os mecânicos.
A Capacidade Auditiva
Uma vez exposto de forma sucinta o funcionamento dos mecanismos auditivos, num enfoque fisiológico, podemos tratar da capacidade auditiva musical, começando por afirmar, baseados em várias pesquisas realizadas, que o despertar da capacidade de reconhecer os sons, começa desde o ventre materno e se desenvolve de acordo com o grau de amadurecimento psico-físico do indivíduo.
Recentes pesquisas demonstraram através de micro câmeras introduzidas no útero de gestantes no quinto ou sexto mês, que o feto já reage aos estímulos sonoros externos movimentando seu corpo ao som de diferentes estilos musicais, pois trechos específicos tocados durante a gestação, foram reconhecidos pelas crianças após seu nascimento
Segundo GAINZA (1977), uma criança pequena sente-se atraída por sons diversos como: grunhidos, batidas, tilintar de cristais, buzinas e demais ruídos. Ela reage imediatamente às variações repentinas e aos diferentes aspectos sonoros (altura, intensidade, timbre, duração), os reconhece e aprecia individualmente, bem como os imita se já possui capacidade vocal para tanto. Podemos reconhecer nessa primeira fase da memória auditiva, o aspecto sensorial e afetivo atuando conjuntamente na seleção dos sons ouvidos, posto que dependerá do impacto produzido por ambos o registro e memória dos determinados sons em questão.
De acordo com Gardner (1994), a forma como os fatores emocionais e sensoriais estão entrelaçados aos aspectos puramente perceptivos, ainda não foi explicada, porque os fundamentos neurológicos da música até agora não foram suficientemente desvendados pelos cientistas.
"O estudo da dominância dos hemisférios cerebrais começou a cerca de cem anos e se desenvolveu basicamente a partir da análise do efeito de lesões sobre áreas determinadas. A partir da dissecação de cérebros de vítimas de derrames, por exemplo, determinou-se que um efeito como a afasia (perda da voz) está ligado à lesões no lobo esquerdo. O lado esquerdo do cérebro, além de concentrar os principais centros lógicos da fala, é responsável pelo raciocínio digital - aquele que usa números como base de comparação. A visão e boa parte das funções motoras - de movimento dos músculos - do lado esquerdo são controladas pelo lado direito do cérebro - e vice-versa. Isso porque os feixes nervosos que são dirigidos aos músculos e os olhos que saem do cérebro, e que levam a mensagem ‘funcione’ ou ‘deixe de funcionar’, se ‘cruzam’ num ponto abaixo do cérebro. Assim, as ordens que saem da esquerda vão comandar músculos do lado direito" .
O resultado mais surpreendente destas pesquisas, segundo Gardner, é que um indivíduo, mesmo perdendo completamente a sua competência lingüística (afasia), não sofre nenhuma alteração musical e da mesma forma pode tornar-se inapto musicalmente mas conservar a capacidade lingüística.
Esses fatores, explicados cientificamente, podem ser assim sintetizados: a competência lingüística num ser humano normal é desenvolvida, em tese, exclusivamente pelo hemisfério cerebral esquerdo, enquanto a capacidade musical e, inclusive a sensibilidade perceptiva do tom, está localizada no hemisfério direito.
No entanto, apesar da comprovação destes fatores, algumas exceções podem surpreender-nos: como um dano no hemisfério esquerdo de um músico-compositor pode afetar sua habilidade musical, assim o treinamento apurado de um músico pode basear-se também em parte dos mecanismos do hemisfério esquerdo. Isso se dá em função de que a música relaciona-se também com outras competências do conhecimento, como a matemática, física e etc.
Portanto, para que o músico possa realizar atividades mais complexas, ele utiliza também os mecanismos do hemisfério esquerdo, responsáveis pelo desenvolvimento das capacidades supra citadas. Podemos observar, a partir das situações expostas acima, que as representações neurais da habilidade musical nos indivíduos é surpreendentemente rica e diversificada.
Uma das habilidades musicais imprescindível para o músico é a percepção auditiva, a qual envolve a captação dos sons dentro de um contexto no discurso musical.
O ouvido musical passa por um processo de desenvolvimento dividido em 2 fases:
A) Onde as funções sensoriais e emocionais são predominantes;
B) Onde se mantém o fator emocional, aliado à abstração, que tem um papel importantíssimo na capacidade progressiva na diferenciação das formas e suas representações.
Nosso ouvido funciona em duas dimensões, ou seja, é capaz de observar e perceber detalhes, mas também de perceber estruturas. No entanto, a percepção auditiva desses elementos está vinculada a processos psicológicos, os quais determinarão sobre qual característica desses elementos nossa atenção se voltará. Nestes casos, a percepção é baseada em estruturas cognitivas adquiridas pela experiência vivida, ou seja, a cultura em que estamos inseridos e o nosso treinamento musical.
Dessa forma, podemos entender as diferenças observadas em pessoas de culturas diferentes e indivíduos de cultura similar, decorrentes dos processos de aculturação e treinamento.
Estas diferenças, portanto, nada têm a ver com dons ou talentos musicais (embora acredite-se existir um fator biológico de pré-disposição nas diferentes áreas do conhecimento, como também nas artes), elas são reflexos de formação ou aprendizado musical diferentes, os quais intensificaram habilidades e sensibilidades cognitivas diferentes. Assim, no aprendizado, a exposição a determinadas situações específicas reforça alguns elementos e por conseguinte enfraquece outros.
Podemos concluir daí, que a posse do ouvido musical é decorrente de um elevado número de informações musicais extraídas da própria cultura, as quais favoreceram o desenvolvimento desta habilidade em questão.
O Ouvido Absoluto e Relativo
Embora o fator sócio-cultural interfira de maneira significativa na aquisição da competência auditiva no músico, existem outras habilidades que podem ser de origem fisiológica ou hereditária, como é o caso dos músicos possuidores do chamado Ouvido Absoluto.
Este é um assunto que sempre gera muita polêmica, no meio artístico, mas, principalmente, dentro da comunidade científica, pois apesar de muitas pesquisas realizadas ainda não está suficientemente esclarecida a origem dessa habilidade, a qual trataremos de expor a partir de agora.
O ouvido absoluto proporciona ao seu portador a capacidade de reconhecer com extrema precisão a freqüência característica de cada som, possibilitando-o nomear tons específicos, assim como entoá-los isoladamente, sem a necessidade de recorrer a quaisquer parâmetros.
Para melhor exemplificarmos esta questão imaginemos que sejam apresentadas as seguintes freqüências: 392; 440; 392; 329,6; 392; 440; 392 e 329,6 Hz para vários indivíduos. Um leigo (sem memória musical) diria que ouviu um conjunto de sons; uma pessoa comum, habituada a ouvir música informalmente, identificaria a seqüência como sendo a melodia da canção "Noite Feliz"; um estudante de música poderia citar a relação intervalar, ou seja, 2ª maior ascendente; 2ª maior descendente; 3ª menor desc.; 3ª menor asc.; 2ª maior asc.; 2ª maior desc. e 3ª menor desc. No entanto, somente a pessoa com audição absoluta diria que a sucessão de sons tocados foi: sol, lá, sol, mi, sol, lá, sol e mi.
O músico portador de tal habilidade pode ouvir detalhes e ater-se a cada som puro, bem como perceber formas e estruturas sonoras diversas. A questão do ouvido absoluto ser um "dom inato" ou uma habilidade adquirida através de treinamento sistemático, ainda não foi resolvida. Cientistas, psicólogos, educadores musicais e músicos apresentam opiniões divergentes quanto a este assunto, por ser a habilidade em si difícil de ser avaliada pelos critérios comumente utilizados.
Os resultados dos estudos apresentados, quer pelos defensores do ouvido absoluto como dom inato, quer por aqueles que acreditam que tal habilidade é decorrente de um aprendizado fornecido culturalmente, não são categoricamente conclusivos. Os próprios argumentadores admitem existir possibilidades além daquelas que apresentam.
Vale dizer, que para quem acredita nesta habilidade como inata surpreende-se com a constatação da existência de músicos que desenvolveram-se sem qualquer evidência de possuírem tal talento; quem argumenta no sentido de serem as habilidades musicais fruto de uma influência do contexto sócio-cultural, cedem aos fatos, quando estes lhes apresentam indivíduos que, sob os mesmos estímulos musicais não obtêm resultados num mesmo nível de realização.
O indivíduo que possui uma audição absoluta, por ter uma memória sonora de freqüências exatas e fixas, muitas vezes não consegue identificar uma seqüência melódica, se as freqüências das notas forem alteradas por exemplo como num teclado transpositor, ou quando a afinação de um piano estiver fora do padrão (lá 440). Outro incômodo para o músico com ouvido absoluto é a situação que ocorre quando os instrumentos que o acompanham, ou que ele esteja ouvindo, encontram-se fora de seu padrão interno de freqüência; daí é praticamente impossível sua tolerância nessas condições.
Contrariamente à polêmica encontrada em relação ao ouvido absoluto, a capacidade de reconhecer sons musicais através da utilização do ouvido relativo é amplamente difundida e reconhecida.
O ouvido relativo, por realizar uma audição mais abstrata, é capaz de perceber formas e estruturas musicais, como também realizar diversos tipos de relações. Quaisquer padrões estruturais sonoros, independentemente dos níveis de complexidade, são discernidos através da audição relativa.
A audição relativa, por necessitar de referenciais, consegue, a partir de uma elaboração intelectual, absorver o sentido total de uma peça musical, e a audição absoluta possui, biologicamente ou através do treinamento e aculturação, uma memória aural fixa, codificada e armazenada de forma que seu possuidor pode recuperar imediatamente a designação do som ouvido.
Um treinamento musical auditivo prolongado e sistemático, possibilitará ao músico que possui ouvido relativo, desenvolver a percepção absoluta dos sons e mesmo a adquirir a audição absoluta. Ao contrário, o indivíduo possuidor do ouvido absoluto pode, pela ausência de estímulos e treinamento, enfraquecer ou vir a perder esta capacidade (*).
Conclusões
O ideal da percepção auditiva no músico, seria que o mesmo soubesse equilibrar ambas habilidades, ou seja, o ouvinte absoluto explorar toda a sua capacidade, auxiliado pelo complemento referencial da audição relativa, bem como o possuidor da audição relativa utilizar referenciais absolutos já armazenados em sua memória auditiva em função da prática musical.
Essas capacidades auditivas podem ser adquiridas e devem ser estimuladas no processo de educação musical, de forma que os estudantes possam extrair o máximo partido das mesmas, favorecendo dessa maneira o desenvolvimento de sua musicalidade.
Concluindo, podemos dizer que tais competências (audição absoluta e relativa) são passíveis de treinamento e desenvolvimento, assim como não devem ser utilizadas isoladamente. A aquisição dessas habilidades é uma necessidade real, principalmente se levarmos em consideração a diversidade de sons existentes ao nosso redor e a grande variedade de estilos musicais tonais e atonais que fazem parte da nossa cultura.

Bibliografia
AIRES, Margarida de Mello et all . Funções superiores do sistema nervoso central/O aprendizado e a memória In: Fisiologia Rio de Janeiro: E. Guanabara Koogan, 1991 pp. 341-353.
BEYER, Esther. A Abordagem Cognitiva em Música: Uma crítica ao ensino de música, a partir da teoria de Piaget. Porto Alegre: UFRGS/FACED, 1988. Dissertação de mestrado pp. 60-65.
CARNEIRO, Lúcia Helena. O Processamento de informação de alturas na leitura de exercícios melódicos não conhecidos, um estudo (mestrado em música) - Instituto de Artes, UFRGS, 1992 pp. 10-16.
DAVIDSON, Jane W., HOWE, Michael J. A., and SLOBODA, John A.. Is everyone musical? - Target paper. In: The Psychologist. England, 1994 pp. 349-354.
DIXON, W. & BURNS, E. D.. Absolute pitch In: The Psychology of Music. EUA: Academic Press, 1982 pp. 431-449.
GAINZA, Violeta H. de. El oído absoluto y el relativo como funciones innatas complementarias, del oído musical del hombre In: Fundamentos, materiales y tecnicas de la educacion musical. Buenos Aires:Ricordi, 1977pp.55-59.
GARDNER, Howard. Inteligência musical In: Estruturas da mente, trad. de Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994 pp. 78-99.
GIELOW, Igor. Garoto perde metade do cérebro, volta a falar e a freqüentar a escola. Folha de São Paulo, 02.06.1996, caderno 5 p. 16.
MICHELS, Ulrich. Fisiologia del oído/organo de la audición, processo de la audición y Psicologia de la audición/ Fenomenos de la audición, disposiciones del oído In: Atlas de Música I., Madrid: Alianza, 1994 7ª ed. pp. 19-21.
PIERCE, John R.. Oídos para oír In: Los sonidos de la musica, EUA: Labor, 1983 pp. 95-103.
SCHMIDT, L. M.. Refutando o mito do "ouvido musical"como um dom inato In: Pedagogia musical histórico-crítica: o desafio de uma compreensão da música através da educação escolar. Florianópolis: UFSC, 1995 Dissertação de mestrado pp. 80-90.
SLOBODA, John A.. Talent, motivation, background and success In: Music Psichology. F. Evers et al. Van Gorenm: Netherlands s/d.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

The Edge - setup




Guitarras / Violões






Gibson 2005 “Music Rising” Les Paul 
Gibson 1976 Natural Explorer
Epiphone 1962 Sunburst Casino
Fender 1975 Brown Custom Telecaster
Gretsch 1963 Chet Atkins Walnut Country Gentleman
Gretsch 1959 Sunburst 6101 Country Club
Gibson 1966 Cherry SG Les Paul 
Rickenbacker 1967 Maple Rickenbacker 330-12
Gibson 2008 Sunburst SJ-200 Acoustic/Electric


Amp's



Vox AC30 Top Booster 1964 –1966

O primeiro amplificador de The Edge, hoje seu preferido. Ele o comprou em 1976 por £ 200 e é interessante que os dois Speakers que compõem este amplificador são de duas cores diferentes (um é azul e o outro cinza). Sacanagem, hoje um desses está em torno de 3000 € :O

Foi com ele que The Edge gravou grandes clássicos do U2 como New Year's Day, Pride (In The Name Of Love) e Where The Streets Have No Name.

Características do Amp:

Consumo elevado de corrente elétrica. Mesmo que não haja som passando pelos Speaker's ele gasta muita energia.

Em geral, esse tipo de amplificador é comum em circuitos de áudio e os computadores high-end home (?), pois proporcionam um som poderoso, bastante limpo e de muito boa qualidade.


Amp's ZooTV Stack



De acordo com a foto, os amplificadores são os seguintes:
  • VOX AC-30 Top Boost, 1968 (à direita)
  • VOX AC-30 Top Boost 1982 (abaixo à direita)
  • VOX AC-30 Top Boost, 1966 (em cima à esquerda)
  • VOX AC-30 Top Boost 1962-1963 (em baixo à esquerda)
Popmart Tour Amp Stack (idêntico ao da turnê anterior)



Vertigo Tour Amp Stack



Note que a segunda foto mostra o Set com as luzes desligadas, e o terceiro com elas ligadas. Legal o detalhe da parte de cima do case, com as cores do disco How To Dismantle An Atomic Bomb.




É do conhecimento geral que The Edge possui SESSENTA Amp's da Vox. :O


VOX AC30 Top Boost 1982 - Usado como segundo Amp da Elevation Tour.
VOX AC-30 Top Boost 1966
VOX AC-30 Top Boost 1962-63
VOX AC-30 Top Boost 1965
VOX AC-30 Top Boost 1992
Roland JC-120
Usado por The Edge na War Tour e nas sessões em Slane Castle para o disco Unfogettable Fire. Abaixo fotos dele o utilizando:





Randall RG180-112 Cs - Usado juntamente com o JC-120 para dar-lhe os sons distorcidos que ele não possui.
LoveTown Rig
Esses Amp's apareceram pela primeira vez no Set-Up da LoveTown Tour, aparecendo logo depois no álbum Zooropa, tendo uma atuação destacada. Pelo que sabe é usado para a execução da música Last Night In Earth na turnê PopMart.


Boggie Mark 11 C


 Foi usada durante a turnê do Josha Tree.


Orange 120 Head - Usado no vídeo da música Discothequé, mas pelo que se sabe só foi usado nesse vídeo mesmo...
Fender Pro Reverb


Usado nas sessões de gravação do disco Rattle And Hum.


Fender Bassman 1959 - The Edge utilizou para gravar sons limpos no disco All That You Can´t Leave Behind
Hiwatt SA212 50W Combo - The Edge o utilizou nos sons distorcidos do álbum All That You Can´t Leave Behind.



Fender 70´s Bassman Black Face Head y Marshall 4 X 10 Angled Cab
Marshall 50W 2 X 12 Reverb Combo -  Pelo que sabe foi emprestado a The Edge no início da banda.
JRT 9/15 - Aquisição de The Edge para o disco How To Dismantle An Atomic Bomb.


Pedais de Efeitos


ZooTv Tour
Vertigo Tour 
Vertigo Tour
Configurações usadas por The Edge (clique na imagem para ampliá-la)
Lovetone Meatball
Lovetone Doppelganger



Ibanez TS-9 Tube Screamer
Electro-Harmonix Big Muff Pi USA
Pearl Graphic-EQ
Lovetone Big Cheese
Ampeg Scrambler
Skrydstrup BufferRooster
Electro Harmonix Hot Tubes
Electro Harmonix Poly Chorus
Electro Harmonix Micro Synthesizer


Line 6 DL4 Delay

Custom Audio Eletronics Remote Wah
Death By Audio “HARMONIC TRANSFORMER” Dist Pedal
Death By Audio “FUZZ GUN”
Electro Harmonix ” POG” pedal

Death By Audio “Soundwave Breakdown”

Boss NS-2 Noise Supressor
Boss GE-7 Equalizer
Boss FET FA-1 Amplifier
BOSS CS-3 Compressor Sustainer
Drive Breaker Distortion pedal
DigiTech Whammy Pedal
Peterson V-SAM Tuner












DigiTech Whammy II
BOSS FV300 L
Dallas Arbiter Fuzz Face 

Dunlop 535Q – Cry Baby Wah Wah

Line 6 DM4 Distortion


Durham Electronics “SexDrive” Dist pedal
Controles de Palco



ZooTv Tour
Popmart Tour
Elevation Tour
Elevation Tour

Elevation Tour








Rack's


Vertigo Tour  Rack Gear (clique na imagem para ampliá-la)
ZOO TV Rack Gear

Popmart Tour Rack Gear
Diagrama Elevation Tour Rack Gear
Elevation Tour Rack Gear
Vertigo Tour Rack Gear


AMS 1580 S DMX 
Digitech IPS33B
Eventide Eclipse
Yamaha SPX 1000
Furman PL Plus Power Conditioner
Korg SDD 3000 Digital Delay
Line 6 DM4 Pro
TC Electronic 2290 Dynamic Digital Delay
Line 6 Pod Pro
Eventide H3000 Harmonizer




KORG A3 Rack Multi Effects Unit
Lexicon PCM 80 Digital Effects Processor
Lexicon PCM 70 Digital Effects Pro
Custom Audio Electronics Dual Stereo Mixer
Custom Audio Electronics Amp Selector Router
Skrydstrup MR9 Loop System (o modelo da foto é um MR10, mas foi o único que eu encontrei)
Electrix “Filter Factory”
Alesis Data Disk
KORG SDD 2000
Yamaha SPX 900
Yamaha REV-7
Yamaha Digital Reverb R-1000
ART SGX2000 Tube Preamp
Digitech GSP 2101 Preamp Processor
Digitech 2112 Studio GP Preamp/Processor
Rocktron Replifex
Yamaha SPX 990
Ibanez DM1000
MXR Pitch Transponer
Cordas
















Acessórios
Levy Leather Guitar Straps

Dunlop Brass Full Slides

D’andrea medium Nylon Picks

EBOW hand held Sustain Chrome and Plastic Electronic Bow

Herdim German Medium Nylon Picks
Lista de Equipamentos de The Edge na 360° Tour


Rack de efeitos abaixo do palco:1. Furman Pro Rack Power (110V)
2. KORG SDD Digital Delay (VOX) (240V)
3. Korg SDD 3000 Digital Delay (240V)
4. Line 6 DM4 Pro(A) Custom made rack device
5. Line 6 DM4 Pro (B) Custom made rack device
6. TC 2290 Digital Delay (“A”) (240V )
7. TC 2290 Digital Delay “(B”) (240V)
8. Line 6 Pod Pro(110V) (A)
9. Line 6 Pod Pro (110V) (B)
10. Korg A3 Multi Effects (240V)
11. TC 2290 Digital Delay (C)
12. TC 2290 Digital Delay (D)
9b. KORG A3 Rack Multi Effects Unit (110V) (B)
13. Furman Pro Rack Power #2
14. Eventide H3000 Harmonizer
15. Lexicon PCM80 Digital Effects Processor
16. Lexicon PCM70 Digital Effects Pro
17. Custom Audio Elec AMS Interface
18. AMS SDMX Digital Delay (A)
19. AMS SDMX Digit Delay (B)
20. Custom Audio Elec Remote Wah
21. Custom Audio Elec Dual Stereo Mixer
22. Rocktron Bradshaw DVC Pedal VCA
23. Custom Audio Amp Selector
24.Custom Audio Patch Point (110V)
25. Skrydstrup MR9 Loop System (A)
26. Skrydstrup MR9 Loop System (B)
27. Skrydstrup MR9 Loop System (C)
28. Skyrdstrup System Interface
29. Electrix “Filter Factory”



Equipamentos de efeito:
30. Durham Electronics “SexDrive” Dist pedal
31. BOSS CS-3 Compressor Sustain pedal
32. DIGITECH “Synth Wah” Pedal
33. Death By Audio “HARMONIC TRANSFORMER” Dist Pedal
34. Death By Audio “FUZZ GUN”
35. Electro Harmonix ” POG” pedal
36. Line6 DM4 Distortion pedal
37. Death By Audio “Soundwave Breakdown”
38. Boss Noise Suppressor NS-2
39. Boss EQ GE-7 pedal
40. Skrydstrup “Bufferooster” pedal
41. Boss FET FA-1 Amplifier
42. Drive Breaker Distortion pedal



Pedais principais de efeitos no palco:Skrydstrup SC1 + SC1 Extensions + Extension Plus Controller + Dunlop Crybaby Rack Wah Controller, Digitech WH1 Whammy Pedal.
Peterson V-SAM Tuner




Pedais de efeitos fora do palco:Skrydstrup SC1 + SC1 Extension+ Extension Plus

Amplificadores no palco:
1964 VOX AC30TB Grey Panel
1970’s VOX AC30TB Grey Panel
1972 VOX AC30TB Grey Panel
1957 Fender Tweed Deluxe
1958 Fender Tweed Deluxe
1959 Fender Tweed Deluxe
1956 Fender Harvard

Amplificadores fora do palco:
1974 VOX AC30TB Red Panel
2008 Marshall 50Watt 1987X Amp Head
1966 4 X 12″ Closed Back Cabinet w/Celestion Vintage Speakers

Sistema de guitarras wireless:(8) SHURE U4RS Dual Receivers
(13) SHURE UR1-J5 Beltpacks
“Rab Tronix” (6) Way Selector Box

Guitarras utilizadas na U2 360º Tour:Gibson 2005 “Music Rising” Les Paul Walk On / N.Y.D / One

Gibson 2006 “Music Rising” Les Paul Walk On / N.Y.D / One

Gibson 1976 Natural Explorer B.Day / In A Little While / Angel of Harlem

Gibson 1976 Natural Explorer (spare) B.Day / In A Little While / Angel of Harlem

Epiphone 1962 Sunburst Casino Breathe / Electrical Storm / NLOTH

Epiphone 1964 Sunburst Casino w/Bigsby Breathe / Electrical Storm / NLOTH

Fernandes 2003 Native Sustain Guitar With Or Without You

Fernandes 2009 Retro Rocket Sustain Guitar Ultraviolet (?)

Fender 1975 Brown Custom Telecaster TUF

Fender 1966 Cream Telecaster w/Maple Neck Vertigo / Crazy Remix

Fender 1969 Cream Telecaster w/Maple Neck GOYB

Gretsch 1963 Chet Atkins Walnut Country Gentleman Magnificent / COBL / Crazy Studio

Gretsch 1968 Chet Atkins Walnut Country Gentleman Magnificent / COBL / Crazy Studio

Gretsch 2009 Chet Atkins Walnut Country Gentleman w/Piezo Fishman Acoustic System Magnificent / COBL / Crazy Studio

Gretsch 1959 Sunburst 6101 Country Club Moment Of Surrender

Gibson 1966 Cherry SG Les Paul Standard Elevation

Gibson 1965 Pelham Blue SG Les Paul Standard Não vista em palco

Fender 1968 Tobacco Stratocaster w/Rosewood Neck Pride

Fender 1973 Cream Stratocaster w/Maple Neck Não vista em palco

Fender 1975 BlondeTelecaster w/Rosewood Neck TUF 

Fender 1974 Black Telecaster w/Maple Neck Não vista em palco

Gibson 1973 Cream Les Paul Custom guitarra doada ao Music Rising, indisponível

Gibson 2008 Cream Replicated Les Paul Réplica da guitarra acima, doada pela Gibson ao Edge / Unknown Caller / Walk On

Fender 1973 Black Stratocaster w/Maple Neck Still / Streets

Fender 1976 Black Stratocaster w/Maple Neck Still / Streets

Fender 1974 Black Stratocaster w/Maple Neck Still / Streets / Bad

Rickenbacker 1966 Fireglo 330-12 Não vista em palco

Rickenbacker 1966 Fireglo 330-12(Spare) Não vista em palco

Rickenbacker 1967 Maple Rickenbacker 330-12 Mysterious Ways

Rickenbacker 1967 Maple Rickenbacker 330-12(Spare) Mysterious Ways
Rickenbacker 1968 Black 325 Não vista em palco

Gibson 2008 Sunburst SJ-200 Acoustic/Electric Stuck In a Moment

Gibson 2006 Blonde “Pete Townshend” SJ-200 Acoustic/Electric Stuck In a Moment

Gibson 2008 Blonde SJ-200 Acoustic/Electric Stay

Gibson 2005 Sunburst J-45 Acoustic Electric Não visto em palco

Martin 1972 Natural D12-28 Acoustic/Electric Não visto em palco

Martin 2009 Natural D12-28 Acoustic/Electric Não visto em palco

Epiphone 1966 Sunburst Texan Acoustic/Electric Não visto em palco

Fender 1994 Arctic White Telecaster(Japanese) Não visto em palco

Line 6 2005 Red/Black “Variax” Modelling Guitar Não visto em palco

Gretsch 2009 Black G6136 Falcon w/Fishman Piezo Acoustic System Não visto em palco

Fender 2009 Sunburst American Vintage ‘52 Telecaster w/Piezo Acoustic System Não visto em palco

MOOG 2009 MG-001 Tobacco Sunburst Sustain Guitar Não visto em palco


Cordas de guitarra:
D’Addario EXL110 XL Reg Lite .10-.46
D’Addario EXL115 XL Blues Jazz .11-.49
D’Addario EXL116 XL Medium Top Heavy .11-.52
D’Addario EXL 140 Light Top/Heavy Bottom .10-.52
D’Addario EXL 150 Light Elec 12 String .10-.46
D’Addario Phosphor Bronze Wound EJ15 Extra Light .10-.47
D’Addario Phosphor Bronze Wound EJ26 Custom Light .11-.52
Martin MSP 400 Bronze .10-.47
Martin MSP 4050 Bronze Custom Light .11-.52
Martin M500 Extra Light Acoustic Bronze 12 String .10-.47
Ernie Ball P02233 12 String Electric .009-.046




Instrumentos e acessórios adicionais para os concertos:YAMAHA CP80 Electric Piano + Roland JC 120 Combo Amplifier
EBOW hand held Sustain Chrome and Plastic Electronic Bow
D’andrea medium Nylon Picks
Herdim German Medium Nylon Picks
Datum Machining/Dallas Schoo Custom Machined Finger Brass Slides
Dunlop Brass Full Slides
Levy Leather Guitar Straps

Dallas School utiliza: Peterson VS-R Strobo Rack Tuner, Peterson V-Sam Tuner, Peterson VS-Strobo Flip, Boss TU12 Guitar Tuner

Layout de Ligação Usado por The Edge em 1981